Cortina de Fumaça – Você Precisa Ouvir o Que Eles Tem a Dizer

Em tempos de oficialização da perseguição e da tortura de dependes químicos operada na cidade São Paulo, salta aos olhos de quem tem bom senso a necessidade de se repensar a política de drogas. O documentário Cortina de Fumaça – Você Precisa Ouvir o Que Eles Tem a Dizer, disponível no Youtube, enfrenta os preconceitos e as ideologias presentes nas entrelinhas da temática.

Filme produzido, escrito e dirigido pelo jornalista Rodrigo Mac Niven, numa co-produção entre a J.R. Mac Niven Produções e a TVa2 Produções.

Por fim, Dissencialistas Indica. Há alguns dias, minha amiga Iracema Vasconcellos sugeriu-me a leitura da matéria O que aprendi com o pior jornalista do mundo, de Eliane Brum. A partir da narrativa de uma situação angustiante vivida por Brum, a jornalista propõe o exercício da dúvida. Nas palavras da própria autora, “duvidar não é um exercício fácil. É um ato de resistência internamente tão exaustivo – e tão perigoso – quanto atravessar o Atlântico num barco a remo. Escolher duvidar como caminho para alargar nosso estreito espaço de liberdade é uma boa meta para 2012. Só os escravos de espírito têm certezas de concreto armado. Quem anseia pela liberdade, ainda que imperfeita, escolhe tornar-se um colecionador de dúvidas”.

Até a próxima,
Stanley Marques.

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3 pensamentos sobre “Cortina de Fumaça – Você Precisa Ouvir o Que Eles Tem a Dizer

  1. Juliana Fernandes disse:

    Não contentar-se com o que é dito por outrem é um exercício que deveria ser feito a cada segundo. Vivemos uma sociedade cada vez menos crítica, onde os indivíduos se limitam a receber informações prontas.
    Criar, elaborar novas teses, questionar, duvidar e indagar antes de consentir deveria ser uma ação automática. Precisamos exercitar a dúvidas.
    Acho mesmo uma boa meta para 2012: colecionar dúvidas.

  2. Juliana Fernandes disse:

    Stanley,
    o prazer é todo meu.
    Eu, conversando, outro dia comentei sobre a desmoralização da criticidade. Bom perceber que não sou tão anã em terra de gigantes, ou vice-versa, como Gulliver de Jonathan Swift.
    As pessoas precisam começar a se educar e a educar as gerações que chegam pra fazer juízo de valores. Começo a me perguntar qual o caminho dos indivíduos nessa era de massificação da informação.
    É um prazer ler textos inteligentes, como os seus.
    Por isso repito: muito prazer!

    Juliana Fernandes

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